As mudanças tributárias têm ampliado a importância do planejamento sucessório para empresas familiares. Com as alterações envolvendo o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), a organização antecipada da transferência de patrimônio e participações societárias passa a ter papel ainda mais relevante na redução de impactos financeiros.
Nesse cenário, empresários e famílias com patrimônio concentrado em empresas precisam avaliar com maior antecedência a forma como ocorrerá a sucessão. A falta de planejamento pode dificultar a transmissão dos bens e gerar despesas que afetam tanto os herdeiros quanto a continuidade da atividade empresarial.
Segundo levantamento da Mardô Family House Integration, apenas 11% das empresas familiares brasileiras possuem um plano estruturado de sucessão, enquanto a média mundial chega a 64%. Além disso, menos de 30% chegam à terceira geração e somente entre 3% e 7% alcançam a quarta.
A preocupação tributária se torna ainda mais relevante quando grande parte do patrimônio está concentrada em imóveis ou participações societárias. Nesses casos, a necessidade de recursos para suportar os custos decorrentes da sucessão pode levar à venda de ativos ou comprometer o caixa da própria empresa.
Entre as estratégias que podem integrar o planejamento está a utilização de instrumentos capazes de proporcionar liquidez aos sucessores. O seguro de vida, por exemplo, pode fornecer recursos para enfrentar despesas relacionadas à sucessão, reduzindo a necessidade de alienação imediata de imóveis ou participações empresariais.
Diante das mudanças trazidas pela Reforma Tributária, o planejamento sucessório passa a ocupar espaço importante também na estratégia tributária das empresas familiares. A antecipação das decisões pode contribuir para organizar a transmissão patrimonial, reduzir impactos financeiros e preservar a continuidade dos negócios entre as gerações.
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