Empresas brasileiras impactadas pelo aumento de tarifas comerciais dos Estados Unidos ou pelos efeitos da instabilidade no Oriente Médio já podem solicitar financiamento por meio da terceira fase do Plano Brasil Soberano. A nova etapa disponibiliza R$ 22,6 bilhões em crédito para apoiar negócios afetados pelo cenário internacional.
Do total disponibilizado, R$ 13,5 bilhões são provenientes do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões correspondem a recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os valores poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e realização de novos investimentos.
Entre as empresas que podem solicitar o crédito estão exportadoras e fornecedores afetados pelas tarifas norte-americanas. Para as exportadoras, é necessário que as vendas dos produtos atingidos para os Estados Unidos tenham representado pelo menos 1% do faturamento bruto entre julho de 2024 e junho de 2025.
O programa também contempla empresas de setores considerados estratégicos para o comércio exterior e para a transição para uma economia de baixo carbono. Estão incluídos segmentos como o têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos e minerais críticos, além de exportadores e fornecedores que comercializam com países do Golfo Pérsico.
As condições de financiamento variam conforme o porte da empresa e a finalidade dos recursos, com taxas previstas entre 4,3% e 17,5% ao ano. Nas operações realizadas diretamente com o BNDES, o valor mínimo de financiamento é de R$ 40 milhões, enquanto as operações indiretas podem ser solicitadas por meio de instituições financeiras credenciadas.
Os pedidos de operações diretas poderão ser apresentados, em regra, até 4 de novembro de 2026, enquanto as operações indiretas terão prazo geral até 11 de novembro de 2026. A concessão do crédito depende da análise de cada operação e do cumprimento dos requisitos de elegibilidade previstos pelo programa.
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